quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Foi-se 2010.


Algumas realizações, algumas frustrações, mais realizações que frustrações. Amigos e família por perto. Projetos sendo construídos, sonhos se realizando. Aprendizado. Exercícios de paciência e tolerância. Umas lágrimas, muitos risos. Muita leitura, pouca academia. Carinhos dos gatos e da cachorra. Boa comida e bom sono. Preocupações, cansaço, desafios.
E foi-se 2010.
Que venha 2011. Uma nova história dentro da mesma história de sempre: a de viver.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Uma rede pela Memória


Muito além de boas ou más lembranças a memória ajuda a construir quem somos. É na memória que guardamos nossas referências, nossas escolhas, nossa identidade. É na memória que diferenciamos o que nos é caro e importante, o que nos identifica, o que nos diferencia das outras pessoas.
Por isso são tão importantes as políticas públicas voltadas à preservação da memória e do patrimônio, que há não mais que uma década atrás eram inexpressivas e, posso dizer, elitistas.
Muito recentemente o Brasil aderiu à tendência mundial de democratização das políticas públicas para a cultura e passou a investir na modernização e reestruturação da gestão cultural. Novos programas criados, nova legislação, discussões públicas, toda uma mobilização nacional que busca reverter um prejuízo de 500 anos de inércia e falta de investimentos no setor.
A população passa a interagir com um setor que antes era excludente, começa a se valorizar, valorizar seus saberes, suas escolhas, sua memória e identidade, seu patrimônio.
Eu vejo que hoje o Brasil tem uma imagem muito mais plural, muito mais diversa, devido a todas essas iniciativas e ações, que parte vem do governo, e parte da sociedade que entendeu e compartilhou desse esforço, dando vigor a esse movimento.
Na próxima semana estarei no Instituto Brasileiro de Museus, no Rio de Janeiro, em reuniões para avaliar e planejar ações de nível nacional para o setor da Memória e Patrimônio, encontro chamado Teia da Memória. Fui convidada devido à minha participação em uma rede nacional de instituições pessoas apaixonadas pela história e cultura do nosso povo, o Brasil Memória em Rede. Lá compartilharemos experiências, lutas e sonhos. Será um encontro muito produtivo, onde também será lançado o livro que conta a história dessa rede BMR, de nossas ações por aqui, do quilombo do Morro do Boi, do Instituto BoiMamão e tantos outros pelo Brasil.
Mesmo com minhas pequenas ações no setor, meus pequenos sonhos, projetinhos aqui e acolá, articulações aqui e ali, eu me empolgo muito, me sentindo parte de um movimento nacional que impulsiona e une pequenas ações de muita gente. No final vira tudo uma grande rede de coisas que acontecem continuamente pelo Brasil afora.
Aí me entristece muito ver que, em Itajaí, todo o esforço de valorização da memória e do patrimônio do povo, das pessoas que ajudaram a construir essa cidade, tem sido desprezado. Servidores desmotivados, ações perdidas, falta de proximidade com a população. A gestão pública da cultura e do patrimônio por aqui está perdida.
Resta-nos criar outras alternativas. Espero que em breve alguns dos meus sonhos se concretizem. E vamos que vamos!! Mãos à obra.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

sexta... dia de rock!

Enfim sexta feira..
Curtir um rockzinho e uma cervejinha gelada é basico, depois de uma semana de pura correria.
Rola talvez um Big Pub ou um Tunel do Tempo..
Segunda conto pra vocês.
Bjos e
Toca raul!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Itajaí em rede nacional!!! uauuuu


Ando cada vez mais assustada com a forma que Itajaí vem sendo administrada. Tenho pouca experiência em gestão pública, mas trabalho num setor que atende gestores públicos em várias das suas necessidades. 

O que percebo em Itajaí è uma administração totalmente desarticulada que, às cegas, vai realizando obras sem nexo, gastando dinheiro público à revelia, sem capacitação técnica nenhuma ou quase nenhuma (vejam o exemplo do transito – aff!!). 

Além disso, não consegue dialogar com as poucas instituições da sociedade civil organizadas da cidade, e mostra, com suas ações, que não possui planejamento nenhum.

Vamos à três exemplos:
0101) Festival de Música de Itajaí. Projeto aprovado pelo Ministério da Cultura. Há dois meses do festival – previsto para setembro como sempre foi (exceto ano passado quando ocorreu o mesmo problema) o recurso não tinha sido captado. Os músicos berraram. Bateram pé. Reivindicaram a realização aos administradores. Por uns foi anunciado que o evento não aconteceria. Por outros foi garantido que aconteceria. Não sabiam a data. Depois sabiam. Depois mudaram. Resumo da ópera: a população mal participou das agendas do festival. Muitos músicos que tradicionalmente acompanham o evento, e que estavam agendados para vir em setembro não vieram. O festival perdeu em credibilidade e respeito.
0202)Evento de discussão sobre medidas preventivas de enchentes é realizado na sede da AMFRI, em Itajaí, e conta com prefeitos e representantes de defesa civil de diversas cidades atingidas pelas cheias de 2008. Menos o prefeito e a ‘defesa civil’ de Itajaí.
0303)  A polêmica da praça do relógio: Alguém resolve dividir uma praça e colocar uma rua no meio. Alguém deve ter dado um pitaco que seria bom se tivesse uma rua ali. Ótimo. Foram lá e fizeram. Cortaram a praça no meio, uma camadinha de asfalto, uns meio-fios e beleza. Troca a calçada que vai ficar melhor. Dá uma arrumadinha no jardim. Ótimo!!! Só que teve um detalhe: ninguém ouviu o que as pessoas que moram na região pensava do assunto. Outro detalhe: a praça é considerada pela comunidade um local de memória, um patrimônio histórico, principalmente devido ao relógio do sol. A comunidade berrou. Bateu o pé. Abaixo assinado e o escambau. E o prefeito? O prefeito, pra não ficar pior na foto, manda fechar a rua que dividia a praça. Mas só para a circulação de veículos, porque o asfalto vai continuar ali. Aí aparece na televisão e Itajaí vira, de novo, vergonha pro país.

Valha-me Deus!!!!!!

CONFIRAM O VÍDEO:
http://www.youtube.com/watch?v=c54vuE9zpYk

Abraços.
Evelise.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Para entender as mulheres (e homens)


Das diversas coisas que encontramos diariamente na internet, quase sempre poluição cibernética, uma coluna simpática e bem humorada que adoro e faço questão de acompanhar, é a coluna do Xico Sá, no Yahoo.  A mim, acrescenta a singeleza do cotidiano entre homens e mulheres, e melhor ainda, oferece um ponto de vista masculino e uma análise simples dos relacionamentos. Assume as grosserias, mas evidencia também as carências masculinas, e fala como ninguém dos detalhes femininos. ou seja, Xico, refletindo sobre o mundo feminino, me mostra um belo tanto do mundo masculino.
Compartilho com vocês última coluna de Xico. Boa leitura J

Por Xico Sá . 19.11.10

Para entender as mulheres
Essa historinha de que não sabemos o que querem as mulheres não é bem do jeito que alardeiam. Pera lá. Não sabemos tudo, óbvio, não deciframos todos os mistérios, mas conhecemos muitos modos de agradá-las e cumprir parte da demanda.
Elas merecem e este, afinal, é o grande desafio na terra de um homem de boa vontade. Só por esta causa já valeria a pena a existência. O que querem as mulheres? Entendemos a complexidade da clássica pergunta de Freud, agora renovada na tevê pela categoria do diretor Luiz Fernando Carvalho, na Globo.
As mulheres querem que os homens adivinhem, sintam, farejem os seus desejos – e vontades avulsas – e antecipem essas realizações. Bem-aventurados os que descobrem que elas estão a fim de uma viagem à montanha e levam-nas à montanha; bem-aventurados os que sabem que elas não aguentam mais aquele velho boteco sujo e levam-nas a um restaurante decente, dentro das posses, claro.
Bem-aventurados os que sabem que elas gostam de novidades e detestam quando os garçons nos dizem “o de sempre, amigo?” Essa confortável rotina é coisa de macho, ora bolas.
As nossas mulheres querem que tenhamos olhos só para elas. No que, aliás, foram contempladas biblicamente pelo décimo mandamento das tábuas da lei entregues por Deus a Moisés: não cobiçarás a mulher do próximo.
As mulheres querem que alternemos momentos de homens sensíveis e momentos de selvagens lenhadores. Pena é que costumamos inverter as coisas. Na gana da obediência e do agrado, somos lenhadores quando nos queriam sensíveis e vice-versa. Comédia de erros. Onde queres Leblon sou Pernambuco… Onde queres romance, rock’n’roll…
As mulheres querem que reparemos no novo corte de cabelo, mesmo que a alteração tenha sido mínima, tipo só uma aparada nas pontas. O radar capilar tem de acender a luzinha, sem falha, na hora, se liga! Se for luzes, entonces, cruzes!!!
As mulheres não toleram que viremos de lado e já nos braços de Morpheu depois da saudável prática da conjunção carnal. As mulheres querem carinho e entusiasmo, embora saibam que o único animal que canta e se anima depois do gozo é o galo, esse tarado pernalta incorrigível, incomparável.
As mulheres querem… massagem. Muita massagem. Primeiro nas costas, depois nos pés e sempre no ego.
As mulheres querem… molhinhos agridoces. Como elas se lambuzam lindamente!
As mulheres querem… flores e presentes. Não caia, jovem mancebo, nesse conto de que mulher gosta é de dinheiro. Se assim o fosse, amigo, os lascados de tudo não teriam nenhuma, nunca, jamé. Repare que até debaixo do viaduto está lá a brava fêmea na companhia do desalmado. Ela e o cachorrinho magro, só o couro, o osso e a fidelidade. O que vale é a devoção.
Mesmo que você seja mais liso que os mussuns do brejo, pobre de marre-marré, pode muito bem presentear uma bijuteria com a dramaturgia de uma jóia da Tiffany’s – vide “Bonequinha de Luxo”, o filme.
A lista continua… ad infinitum.
Deixe também sua colaboração para o nosso breviário de entendimento das mulheres. Ajude o cronista a desvendar os lindos mistérios da cria das nossas costelas.
& MODINHAS DE FÊMEA
“Se inventarem uma coisa melhor do que mulher, não quero nem saber!”
(Tarso de Castro, jornalista e mulherólogo).

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Carta ao Prates

Essa não poderia deixar de reproduzir. Achei o máximo!
Parabéns Plínio!!

(do blog www.conversaafiada.com.br)

Caro Sr. Luiz Carlos Prates,

Me chamo Plínio, sou professor de História e, como tantos outros das camadas mais baixas da sociedade, consegui comprar um automóvel nos últimos anos devido à facilidade de crédito implantado pelo governo Lula. Assim como tantos outros, adquiri um carro popular, já com 4 anos de uso e sem qualquer acessório que produza maior conforto ou coisa do tipo.

Porém, gostaria de relatar algo que o Sr. provavelmente não sabe, ou tenta evitar saber, ao expor seus comentários ao vivo na TV. Da mesma forma que o governo do presidente Lula me permitiu adquirir um carro popular, também me permitiu continuar meus estudos. Durante este governo, graças aos investimentos em educação e apoio à pesquisa, foi possível a uma pessoa como eu, vinda de família pobre e do interior do estado de Minas Gerais, fazer o mestrado e hoje cursar o doutorado numa instituição pública federal de ensino superior.

Mais ainda, Sr. Luiz Carlos Prates, este mesmo governo me permitiu ascender socialmente e obter estabilidade ao ampliar as instituições de ensino comprometidas com a oferta de cursos técnicos e superiores, como as Universidades e os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, numa das quais hoje sou professor efetivo. Foram inúmeros concursos e a efetivação de milhares de docentes e técnicos nestas instituições. E é exatamente sobre este aspecto que gostaria de avançar na minha discussão.

O Sr. afirma que este governo permitiu a quem “nunca tinha lido um livro” adquirir um carro através do crédito fácil. Porém, esquece-se o Sr. de mencionar que este governo “espúrio” investiu mais em educação do que qualquer outro. Este mesmo governo deu acesso às camadas mais baixas da população aos bancos das universidades e permitiu a diversos jovens estudarem e terem uma profissão ao ampliar as escolas técnicas por todo país.

Não, Sr. Luiz Carlos Prates, estas pessoas que compram carros hoje não são tão “miseráveis” e “desgraçadas” quanto o Sr. pensa. Pelo contrário, estas pessoas compreendem melhor a sociedade em que vivem e os grandes ganhos que tiveram nos últimos anos.

Não, Sr. Luiz Carlos Prates, estes indivíduos não passeiam de carro para amenizar os conflitos entre maridos e esposas. Estes indivíduos saem para celebrarem, juntos, a felicidade de uma nova vida que se constrói. Não são pessoas frustradas, pelo contrário, são indivíduos REALIZADOS. Na verdade, frustrada é a elite que sempre teve este país nas mãos e que agora não consegue aceitar que as camadas mais pobres ascendam e passem a ter acesso àquilo que era tido como exclusividadedos grupos privilegiados economicamente.

Não, Sr. Luiz Carlos Prates, os acidentes nas rodovias não acontecem por causa destes “miseráveis” e “desgraçados”. São diversos os motivos dos acidentes, entre eles, o excesso de velocidade daqueles que podem adquirir os modelos de automóveis mais luxuosos e velozes e que, mesmo com toda a tecnologia de seus carros, também não conseguem “vencer as curvas” e outras barreiras que possam aparecer – entre elas, veículos de indivíduos inocentes.

Por fim, caro Sr. Luiz Carlos Prates, gostaria de informar-lhe que consegui trocar de carro. Ainda circulo por aí, nas tão movimentadas estradas do país, com um automóvel popular, mas já mais novo e com algum conforto a mais que o primeiro. Eu, minha esposa e minhas lindas filhas estamos felizes com o nosso automóvel, com a nossa casa ainda alugada e com as viagens que podemos fazer. Espero que o Sr. reflita sobre o quão preconceituoso e desvinculado da realidade foi o seu comentário que ganhou repercussão por todo o país.

Sem mais, despeço-me aqui. Um cordial cumprimento deste homem proprietário de um humilde carro popular comprado graças ao crédito fácil com parcelas a perder de vista, mas feliz.

Guanhães/ MG, 19 de novembro de 2010.

Plínio Ferreira Guimarães

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Praia Brava para todos. Pelo direito de ir e vir, de trabalhar e se divertir na Praia Brava


Qual a minha surpresa ao descobrir, em acesso ao blog www.falaitajai.com mais um absurdo que acontece em nossa cidade. Segundo informações do jornal Diarinho (postado abaixo), em reunião na ultima quarta-feira ficou acertado que as construtoras que tem obras na Praia Brava entreguem os nomes dos seus 1,5 mil operários para os conselhos locais de segurança, a fim de que sejam investigadas suas vidas. O cadastro vai ser analisado pela polícia e depois será entregue ao conselho, que vai saber o histórico de cada trabalhador. “Já vamos começar em dezembro, como medida emergencial e até preventiva”, disse o presidente da federação dos Consegs catarina (Feconseg), Valdir de Andrade, que também é morador da Brava.
Isso tudo acontece com a anuência do poder público municipal, participação da polícia, que vai fazer esses levantamentos gratuitamente, em horários que deveriam estar realizando seu trabalho nas ruas. Parece que já está tudo acertado.
Creio q devamos analisar vários aspectos sobre isso.
Primeiro e básico, se essa ação tem o objetivo de cercear a presença de qualquer pessoa no bairro, seja trabalhador da construção civil ou não, já de cara fere o direito constitucional de ir e vir.
Segundo, se qualquer pessoa que tenha tido um dia qualquer problema com a justiça, (que sabemos bem nem sempre é justa) sofrer qualquer dano, moral por constrangimento, ou material, pode tranquilamente requerer seus direitos, pois a própria constituição brasileira defende a reinserção social de pessoas  que tenham cometido delitos.
Terceiro, sabe-se bem que os problemas de violência na Praia Brava estão diretamente ligados aos consumo e comércio de entorpecentes, que ao contrário do que se pensa, é muito alto entre as classes mais abastadas de Itajaí.
Quarto, essa ação mostra um claro preconceito em relação aos trabalhadores, aos mais humildes, aqueles que moram nas periferias, que vão trabalhar de bicicleta, que passam um dia inteiro carregando pedra pra construir casas luxuosas para os bacanas, pois parte do pressuposto que pobre é criminoso.
Dessa forma Itajaí se consolida como reduto do preconceito, da discriminação, e cada vez mais aumenta o apartheid social em nossa cidade.
Da mesma forma que quando se discutiu o Plano Diretor em 2007 e 2008, os ricos contestaram várias proposições em defesa do meio ambiente da Praia Brava, mas não lembro de nenhuma reunião onde empresários tenham feito uma só defesa aos mangues do bairro Imaruí, onde muitas famílias moram precariamente.
E mais, creio que essa ação vá gerar uma reação, onde muitas pessoas vão ficar indignadas e raivosas contra os moradores da Praia Brava, isso sim pode gerar uma onda de violência causando sérios riscos à nossa cidade.
Preparem-se, pois se algum peão perder o emprego por causa dessa ação DESCABIDA o caldo vai engrossar.
Abraços a tod@s.

Evelise.